
O Brasão das Armas de Adamantina, de autoria do renomado heraldista Prof. Arcinóe Antonio Peixoto de Faria, é descrito nos seguintes termos heráldicos oficiais:
O Brasão, descrito acima conforme os rigorosos cames da heráldica, possui a seguinte representação simbólica para a história do município:
O escudo samnítico: Utilizado para representar o Brasão de Armas de Adamantina, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência francesa. É herdado pela heráldica brasileira como evocativo da raça colonizadora e principal formadora da nossa nacionalidade.
A coroa mural: Elemento que sobrepõe o escudo e é o símbolo universal dos brasões de domínio. Sendo de argente (prata) com oito torres — das quais apenas cinco são visíveis em perspectiva no desenho —, classifica a cidade na Segunda Grandeza, ou seja, como sede de Comarca.
Em abismo (centro ou coração do escudo): A cruz flordelizada de góles (vermelho) e vazia de argente (prata) tem duplo significado. A cruz simboliza o espírito cristão do povo de Adamantina, enquanto a flor-de-lis lembra a formosura e a nobreza da mulher de cujo nome adveio o topônimo adotado para a cidade. A cor góles representa amor-pátrio, dedicação, fertilidade, audácia, intrepidez e coragem; o metal argente (prata) é símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade.
As achas de sable (preto): Acantonadas no escudo, representam no Brasão a epopeia do desbravamento das matas, logo no início do ciclo de colonização. A cor sable (preto) é o símbolo de austeridade, prudência, sabedoria, moderação e firmeza de caráter.
Ornamentos exteriores: O café e o amendoim representam os principais produtos oriundos da terra dadivosa e fértil, que historicamente serviram de esteios para o desenvolvimento da economia municipal.
O listel: Em faixa de góles (vermelho) com letras argentinas (prateadas), inscreve-se o topônimo "ADAMANTINA", ladeado pelos milésimos cronológicos "1939" (marcando o ano de sua fundação) e "1948" (marcando o ano de sua emancipação política).

A Bandeira Municipal de Adamantina, também de autoria do heraldista Prof. Arcinóe Antonio Peixoto de Faria, da Enciclopédia Heráldica Municipalista, é esquartelada em faixa. Os quartéis vermelhos são constituídos por três faixas brancas carregadas de sobre-faixas pretas dispostas no sentido horizontal, que partem de um triângulo branco firmado na tralha (haste), onde o Brasão Municipal é aplicado.
De conformidade com a heráldica portuguesa, da qual o Brasil herdou os cânones e regras tradicionais, as bandeiras municipais podem ser oitavadas, sextavadas, esquarteladas em sautor, em cruz ou em faixa e ainda terciadas, tendo por cores as mesmas constantes do campo do escudo e ostentando ao centro ou na tralha uma figura geométrica onde o Brasão Municipal é aplicado.
A Bandeira Municipal de Adamantina obedece rigidamente a essa regra geral. Sendo esquartelada em faixa, ela simboliza iconograficamente a cidade planejada segundo o critério adotado pioneiramente pela CAIC (Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização) de dividir a gleba em propriedades com áreas médias bem distribuídas, todas servidas de água e estradas de escoamento.
O triângulo branco, firmado na tralha, representa a própria cidade-sede do Município e é o símbolo heráldico clássico da liberdade, igualdade e fraternidade. A cor branca evoca a paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade, enquanto o Brasão contido nessa figura geométrica representa a presença do Governo Municipal.
As faixas brancas carregadas de sobre-faixas pretas, que partem do triângulo principal, simbolizam a irradiação do Poder Municipal, que se expande de forma planejada a todos os quadrantes de seu território; a cor preta reafirma a austeridade, prudência, sabedoria, moderação e firmeza de caráter dos governantes. Já os quartéis vermelhos representam as propriedades rurais distribuídas pelo território municipal; a cor vermelha é o símbolo da fertilidade das terras, dedicação, amor-pátrio, audácia, intrepidez e coragem.

