21 a 28 de agosto — Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla
Inclusão não é apenas estar presente. É pertencer.
Entre os dias 21 e 28 de agosto, o Brasil celebra a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, instituída pela Lei Federal nº 13.585/2017. Em Adamantina, a iniciativa conta com o envolvimento da Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), presidido por André Ricardo, que reforçam neste período o compromisso com a promoção dos direitos, da dignidade, da autonomia e da participação social das pessoas com deficiência.
Mais do que uma data no calendário, a semana representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre respeito, inclusão, direitos e a importância do enfrentamento ao preconceito e à discriminação.
Falar sobre deficiência intelectual e múltipla é, antes de tudo, falar sobre pessoas. Pessoas com sonhos, sentimentos, desejos, talentos, medos, capacidades e histórias. Pessoas que têm o direito de estudar, trabalhar, conviver, escolher, participar e ocupar todos os espaços da sociedade.
A deficiência não diminui a dignidade de ninguém.
Muitas vezes, o que limita a participação da pessoa com deficiência não é a sua condição, mas as barreiras que ainda existem na sociedade: falta de acessibilidade, ausência de oportunidades, comunicação inadequada, falta de apoio, desconhecimento e, principalmente, preconceito.
Por isso, inclusão não pode ser confundida com simplesmente permitir que alguém esteja presente. Incluir é garantir respeito, escuta, acolhimento e condições reais de participação.
Também significa compreender que cada pessoa possui necessidades diferentes e que promover igualdade, muitas vezes, requer oferecer os apoios necessários para que todos possam exercer seus direitos com autonomia e dignidade.
Combater o preconceito exige atitude
O preconceito nem sempre aparece de forma explícita. Ele também pode estar presente em uma palavra dita sem pensar, em um olhar de julgamento, em uma criança que não é convidada para brincar, em um estudante que não recebe o suporte necessário ou em uma pessoa que é considerada incapaz antes mesmo de ter a oportunidade de tentar.
Também se manifesta quando famílias precisam lutar constantemente para garantir direitos que deveriam estar assegurados a todos.
Combater o preconceito começa pela informação, mas não termina nela. É preciso transformar conhecimento em atitudes.
É necessário substituir o julgamento pela compreensão; a indiferença pela empatia; a exclusão pela participação; a caridade pelo reconhecimento de direitos; e o silêncio pela defesa de uma sociedade verdadeiramente inclusiva.
Uma sociedade inclusiva não é aquela em que todos são iguais. É aquela que reconhece as diferenças e não permite que elas sejam utilizadas como motivo para excluir, limitar ou diminuir alguém.
Inclusão precisa fazer parte de todos os dias
A Semana Nacional é uma oportunidade para ampliar o conhecimento, fortalecer as políticas públicas, ouvir as pessoas com deficiência e suas famílias e refletir sobre o papel de cada cidadão na construção de uma sociedade mais justa, acessível e inclusiva.
Porque inclusão não deve acontecer somente durante uma semana. Inclusão deve fazer parte de todos os dias e ser uma decisão diária.
E talvez o primeiro passo seja simples: olhar para a pessoa antes de olhar para a deficiência.
Conscientizar para incluir.
Incluir para transformar.
Respeitar para humanizar.
A ação é promovida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), presidido por André Ricardo Brito, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Prefeitura de Adamantina.